14 de abril de 2010

VÁCUO


No ensejo dessa manhã me pego a pensar na realidade que me acoberta,pensar no que não fiz é o que mas me consome ,e chorar pelo que não foi não faz parte de mim e assim no silêncio dos meus pensamentos me esqueço que não sei dançar talvez como o mundo percorre ,e a impressão que me ocorre é que sempre estou a um passo a frente ou dependendo do ponto de vista, a um a trás;
Sou feita de metades e cada uma delas hoje necessita de alguém , um amigo que esteja distante, uma mãe que já se foi , um amor que não busquei ,e ai percebo que a felicidade de um amor que nunca morre , está aqui comigo dentro dessa minha casinha reclusa que eu simplesmente me nego a abrir para evitar mais sofrimentos ou até mesmo ,para não criar expectativas para grandes ilusões.
E o silêncio com seu barulho perturbador não me deixa esquecer o que seria mentira ou que teria que ser ,talvez se compare com o que ninguém quer entender ou o que ninguém pode ser , mas no barulho do seu silêncio me faz entender o que ninguém pode ter.
É que nem sempre eu queira entender ,que você nem sempre está disposto a me ver de modo que fiquemos em um mesmo patamar , juntos em um só lugar ...

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