27 de junho de 2008

Beca


e por não vê-lo ,

sinto-me ainda deslisando em suas retas rudes ,

e por não senti-lo , tenho a sensação de estar sem mãos ,

e ao imaginá-lo percebo meu coração palpitar ,

e só de tê-lo em meus braços,me debruço sobre suas curvas ,

e tento experimentá-lo,

e ao sentir-te ...

rodopio em minha mente,e imagino seus versos sussurrarem , em minhas orelhas ...

que harmoniosamente se compilam entre imagens e versos ,

desliso sobre suas cordas a cada verso imaginado ,

a cada dedilhado ,

a cada "estrebrilho"...

e assim navego em suas tarrachas amaciando -as como se mãos fossem ...

sem muito jeito , até encontrarmos um som sadio ,

e assim será até a noite acabar, os pássaros voltarem a cantar .

e eu timidamente voltar a solfejar ,

sobre suas cordas quentes,

e o meu cantar aveludado novamente.

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